Can This Love Be Translated
Can This Love Be Translated é um drama que inova e tenta fugir dos padrões clichês das comédias românticas tradicionais.
Considerando isso, a trama explora como o amor floresce além das barreiras de linguagem e cultura. Ou seja, usa o trabalho de tradução como uma metáfora para a dificuldade de compreensão emocional nos relacionamentos, sugerindo que muitas vezes a comunicação vai além da linguagem falada, e portanto é universal, ou melhor dizendo, nem sempre pode ser explicada por palavras, mas apenas sentida.
Além disso, amei a escolha dos cenários globais (Coreia, Japão, Canadá, Itália) para desenvolver o romance, principalmente a trilha sonora, que é um complemento a parte, ao intercalar melodias suaves e intensas que dão destaque para momentos marcantes e de conexão emocional dos protagonistas.
Aliás, adoro quando a ficção aborda o contexto profissional dos personagens, especialmente quando permite que conheçamos um pouco de cada profissão, curiosidades e muito mais.
Da mesma maneira, quero destacar que os roteiristas souberam conduzir muito bem o plot dos personagens secundários, tanto que me surpreenderam positivamente em muitos momentos, e de certa forma permitiu que vissemos um outro ponto de vista da história, que não fosse apenas dos personagens principais.
Agora, um ponto que me incomodou demais foi a construção do relacionamento dos protagonistas, não sei se foi uma decisão premeditada, ou se muitas das cenas de confusão e desentendimento são mesmo sem sentido. Eu defeniria os 10 primeiros episódios como slow-torture, porque o casal só arrumava pretexto idiota para não ficar junto. O male lead dizia o tempo inteiro que gostava de outra, mas não largava a protagonista por nada, qualquer brecha ou insistência dela, ele estava lá alimentando um sentimento que "não pretendia corresponder". Inclusive, ele chegou a dar um fora nela falando que ela era insegura demais para amá-lo, sendo que ele o tempo todo sempre era incisivo e afirmava que não queria nada com ela. Por muito menos eu já teria mandado esse cara pastar, especialmente considerando a situação delicada da female lead.
Em última análise, o casal tem química, mas a confusão deles nem chega a ser um problema de comunicação, eles parecem mais dois adolescentes imaturos e impulsivos. Por fim, eu teria cortado algumas cenas do episódio final, em particular a parte em que confirmam que os pais da protagonista estão vivos, porque pra colocar um plot desse, eles teriam que pelo menos aparecer na trama, principalmente considerando que a mãe da protagonista é uma peça chave para entender o trauma dela. Pecaram muito nessa parte.
Mas em resumo, o drama foi lindo, a metáfora da barreira de linguagem foi bem bolada e os personagens secundários bem estruturados, e de certa forma a Go Youn-jung brilhou muito ao interpretar uma personagem com Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

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