Jigoku Shoujo Futakomori
Jigoku Shoujo Futakomori é a segunda temporada do famoso anime de horror psicológico e de suspense dos anos 2000.
Pra quem não conhece essa obra, ela é uma adaptação de um mangá shoujo do gênero sobrenatural que acompanha a história de pessoas consumidas pelo ódio e rancor profundo, que depois que acessam a um site chamado "Tsushin Jigoku" (Correspondência do Inferno) à meia-noite, podem digitar o nome de qualquer pessoa que desejam enviar para o inferno. Então, uma garota de uniforme escolar aparece e dá um boneco de palha com um laço vermelho para o contratante. Ao puxar o laço, a vingança é consumada, mas como nada é de graça, o contratante tem que pagar um preço alto pelo seu pedido que é também ir para o inferno depois que morrer.
À vista disso, a segunda season segue, em grande parte, o mesmo padrão estrutural da primeira temporada, mantendo a fórmula de antologia episódica (um caso de vingança por episódio), mas com um aprofundamento significativo da história dos personagens secundários, os assistentes da protagonista. Além de introduzir uma nova personagem misteriosa e infantil, que faz muito barulho e tem intenções pra lá de questionáveis, intervindo muitas vezes no trabalho da donzela do inferno.
Ao contrário da primeira temporada, a segunda introduz dilemas morais mais complexos mostrando muitos episódios onde tanto o contratante como a "vítima" merecem ir para o inferno, ou mesmo o contrário, circunstâncias infelizes que levam muitos personagens moralmente corrompidos a tirarem a vida de pessoas inocentes.
O anime também questiona se vale a pena perder a alma para satisfazer a sede de vingança. Em resumo, alguns episódios foram brilhantes, densos e impactantes, e outros bobinhos até demais, mas nada disso atrapalha a experiência do espectador, principalmente porque os últimos episódios fazem a série valer ainda mais pena, ao retratar temas como o ódio coletivo e o impacto das escolhas na vida dos personagens, levando-nos a questionar tanto a moralidade do trabalho da donzela do inferno quanto a natureza da justiça feita com as próprias mãos, que destrói tanto a vítima quanto quem a pratica.

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