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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Oooku

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Oooku é um drama de ficção histórica ambientado no Japão feudal. É um anime que aborda a inversão estrutural de papéis de gênero, explorando as intrigas políticas e sociais do harém masculino da Shogun. A saber é uma obra madura e muitas vezes triste, que retrata com frieza o isolamento dos personagens que vivem no interior do castelo Oooku, onde lutam constantemente para manter o prestígio da dinastia Tokugawa e preservar a estrutura do shogunato.  Apesar de figuras femininas assumirem cargos políticos, elas ainda precisam se esconder atrás da fachada de personas masculinas, afinal, todos ainda acreditam que é um homem que está no poder, mesmo depois de grande parte da população masculina ser dizimada por uma peste desconhecida. E é assim que a história do anime se desenrola ao longo de 10 episódios. Em outras palavras, as autoridades políticas tentam manipular a percepção pública, baseada apenas na tradição e não na competência real da Shogun.  O grande trunfo da narrativa é...

Shoujo Kakumei Utena

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Shoujo Kakumei Utena é uma obra que compartilha temáticas profundas sobre feminismo, identidade e amadurecimento. Para isso, o anime faz um paralelo e desconstrói os arquétipos de idealismo e pureza presentes no livro "O Pequeno Príncipe", desafiando as convenções de feminilidade passiva da demografia shoujo e questionando o mundo adulto ao subverter o ideal de nobreza, comumente associado a imagem do "príncipe" que é visto como o salvador e protetor dos mais fracos.  O formato narrativo do anime é episódico e dá destaque para um desenvolvimento lento do plot da história que é construída sobre um ciclo de repetição temática, ou seja ele apresenta primeiro o perfil psicológico dos personagens e mantém o interesse do público através do suspense e mistério em torno das motivações deles, que são reveladas gradativamente ao longo da trama.  À vista disso, o anime conta uma história que subleva e critica a opressão sistêmica, o patriarcado e as normas de gênero. Anthy Hi...

The Art of Sarah

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The Art of Sarah é mais um drama que retrata a obsessão e o apego da sociedade sul-coreana por produtos de marca, que funcionam como símbolos de status e prestígio social. Eles repudiam até mesmo o uso de produtos falsificados. E os funcionários das lojas de luxo são tratados como serviçais dos mais ricos.  Partindo dessa consideração, a trama conta a história de como a protagonista assume múltiplas identidades para praticar fraudes e enganar empresários da alta sociedade.  À vista disso, achei a narrativa um tanto quanto insossa, pois não consegui me conectar com nenhum personagem e muitas das cenas da protagonista são apenas flashbacks do seu passado contado pelos personagens secundários, que estão ali apenas como um acessório para revelar os fatos do mistério. Aliás, o suspense em si nem sequer existe na trama, são 8 episódios resumidos em especulações de um caso que poderia ser resolvido em 4 episódios.  Nem mesmo o investigador tem presença em cena, parece mais uma b...

Pro Bono

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Pro Bono conta a história de como um protagonista com intenções pra lá de suspeitas, precisa se redescobrir ao deixar um cargo de prestígio e se envolver em um escândalo de suborno, que o obriga a assumir um novo emprego que não lhe dá nenhum status e muito menos lucros.  Partindo desse pressuposto, a introdução do plot da narrativa apela para a inclusão de cenas cômicas que foram um tanto quanto forçadas e pouco naturais, dando um tom mais caricaturesco para o início do drama. Ou seja, achei o primeiro episódio superficial e pouco envolvente, ao ponto de confundir o espectador quanto a proposta da trama.  Mas a obra te surpreende positivamente a partir do segundo episódio, quando introduz os personagens secundários e quebra as expectativas do protagonista, que a contragosto passa a assumir casos de defensoria pública, dando ênfase para o seu lado mais humano e a sua transformação pessoal, quando ele passa a acolher e lutar para proteger seus clientes socialmente desfavorecido...

Idol I

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Em relação ao desenvolvimento da história, não tenho do que reclamar, tudo foi relativamente bem, mas a narrativa em si deu uma patinada em alguns episódios do drama, especialmente na forma como eles tentaram desenvolver a crítica num todo.  O plot dos fãs obsessivos foi ok, mas as cenas em que o protagonista é escroto com os funcionários, considerando como a Coreia do Sul é muito rígida com bullying e tudo mais, acho que isso seria uma pauta e tanto a ser discutida e um escândalo por si só. E mais, não entendi porque os roteristas insistiram em vilanizar os personagens que duvidaram do male lead, qualquer um ficaria com o pé atrás num caso de assassinato.  Além disso, foi por demais ingênuo dizer que no sistema judicial os resultados dos casos dizem tudo, até a verdade. Isso é lorota pra boi dormir, além de ser ridículo demais dizer que a protagonista consegue descobrir a verdade só de olhar nos olhos dos seus clientes. Se fosse assim todos os crimes do mundo seriam soluciona...