Gelboys



Gelboys foi o único drama BL que assisti esse ano, mas valeu por muitos. E provavelmente, o que mais me chama atenção nas produções tailandesas com foco LGBTQ+, é que elas nem sempre tendem a dar destaque para o gênero em si, mas para histórias que exploram sentimentos e questões capazes de tocar qualquer um, independente do gênero e sexualidade. 

E não poderia ser diferente com esse drama, que foge da mesmice e rompe padrões ao contar uma história que retrata de maneira autêntica e realista a jornada de amadurecimento emocinal na adolescência, explorando temas como amores não correspondidos, relacionamentos sem rótulos, sentimentos ambíguos e a juventude na era digital.

Mais do que uma história de amor, a narrativa ressoa através de aproximações mais genuínas, dando ênfase, muitas vezes, de maneira crua e direta, para a dificuldade de comunicação dos personagens, que de certa forma atrapalhava o desenrolar do relacionamento deles. Essa realidade é tão comum, que muitas vezes, eu me via representada pelos protagonistas, sentia raiva e até tinha vontade de entrar na tela e sacolejar eles, já que o conflito só existia por causa da falta de comunicação. 

Além disso, dá para perceber que na maior parte do tempo, o vai e vem dos romances da trama era conduzido pela forma como os personagens se comunicavam através das mídias digitais, que apesar de muitas vezes facilitar a paquera, também era o principal motivo de muitas das brigas dos adolescentes. 

Em resumo, Gelboys é um drama que possui atuações impecáveis e se destaca por fugir dos clichês tradicionais do gênero, descrevendo de maneira realista e sensível a realidade da juventude contemporânea.

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