Idol I
Em relação ao desenvolvimento da história, não tenho do que reclamar, tudo foi relativamente bem, mas a narrativa em si deu uma patinada em alguns episódios do drama, especialmente na forma como eles tentaram desenvolver a crítica num todo.
O plot dos fãs obsessivos foi ok, mas as cenas em que o protagonista é escroto com os funcionários, considerando como a Coreia do Sul é muito rígida com bullying e tudo mais, acho que isso seria uma pauta e tanto a ser discutida e um escândalo por si só. E mais, não entendi porque os roteristas insistiram em vilanizar os personagens que duvidaram do male lead, qualquer um ficaria com o pé atrás num caso de assassinato.
Além disso, foi por demais ingênuo dizer que no sistema judicial os resultados dos casos dizem tudo, até a verdade. Isso é lorota pra boi dormir, além de ser ridículo demais dizer que a protagonista consegue descobrir a verdade só de olhar nos olhos dos seus clientes. Se fosse assim todos os crimes do mundo seriam solucionados em questão de segundos.
A premissa do drama melhora consideravelmente a partir do episódio 4, quando a enredo encontrou o seu caminho e conseguiu finalmente equilibrar romance, suspense e uma abordagem aprofundada da cultura de cancelamento de artistas, revelando o lado sombrio do sucesso, e os perigos da obsessão dos fãs e a invasão de privacidade dos ídolos.
Mas outras coisas ainda continuaram me incomodando como o plot da ex-nomorada do male lead que teve sim motivações lógicas para ter um conflito com ele, pois o protagonista também não foi um bom namorado e de certa forma contribuiu para o fim da relação. Pintar ele como vítima não fez muito sentido pra mim.
E também, de certo modo a trama incentiva e até defende que os fãs devem ficar do lado de seus ídolos mesmo quando eles são suspeitos de crimes, o que pra mim é outra tipo de comportamento irresponsável abafado pelo roteiro do drama.
Em última a análise, Idol I se destaca por ter uma estrutura sólida e um enredo que prende a atenção do espectador, mas a crítica mostra apenas um lado da história e esquece que para se discutir sobre a demonização da mídia e o cancelamento injusto de celebridades é preciso também mostrar os perigos do fanatismo que leva muitas pessoas a defenderem personalidades que comentem crimes graves.
Portanto, achei o plot de assassinato do drama um tanto quanto leviano considerando o impacto que o setor de entretenimento tem na vida das pessoas, principalmente levando em conta o histórico de crimes cometidos por celebridades coreanas que são encobertos a anos pela própria indústria cultural do país.

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