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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Jigoku Shoujo Futakomori

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Jigoku Shoujo Futakomori é a segunda temporada do famoso anime de horror psicológico e de suspense dos anos 2000.  Pra quem não conhece essa obra, ela é uma adaptação de um mangá shoujo do gênero sobrenatural que acompanha a história de pessoas consumidas pelo ódio e rancor profundo, que depois que acessam a um site chamado "Tsushin Jigoku" (Correspondência do Inferno) à meia-noite, podem digitar o nome de qualquer pessoa que desejam enviar para o inferno. Então, uma garota de uniforme escolar aparece e dá um boneco de palha com um laço vermelho para o contratante. Ao puxar o laço, a vingança é consumada, mas como nada é de graça, o contratante tem que pagar um preço alto pelo seu pedido que é também ir para o inferno depois que morrer.  À vista disso, a segunda season segue, em grande parte, o mesmo padrão estrutural da primeira temporada, mantendo a fórmula de antologia episódica (um caso de vingança por episódio), mas com um aprofundamento significativo da história dos per...

Kowloon Generic Romance

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Kowloon Generic Romance é um anime que exige, de fato, paciência e bastante atenção aos detalhes. No início você crê que vai assistir uma história de romance de escritório, mas pouco a pouco, a narrativa revela que a cidade de Kowoloon não é um cenário qualquer, mas um lugar onde o passado e o presente se encontram.  Em suma, é uma metáfora profunda para a nostalgia, presente tanto na estética retrô dos anos 80/90 do anime, que reforça a sensação de saudades de um tempo que já passou, como na construção do relacionamento dos protagonistas, que são assombrados pela memória de uma versão anterior da própria female lead. Vale ressaltar, que o mistério da obra não entrega respostas fácies e mastigadas para o espectador, então, você ficará confuso por um bom tempo, e até irritado, mas a trama é tão intrigante que você paga pra vê e segue até o final, pois de certa forma, a narrativa nos convida a refletir sobre a estranheza da nossa própria existência e explora a busca de identidade ao ...

Can This Love Be Translated

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Can This Love Be Translated é um drama que inova e tenta fugir dos padrões clichês das comédias românticas tradicionais.  Considerando isso, a trama explora como o amor floresce além das barreiras de linguagem e cultura. Ou seja, usa o trabalho de tradução como uma metáfora para a dificuldade de compreensão emocional nos relacionamentos, sugerindo que muitas vezes a comunicação vai além da linguagem falada, e portanto é universal, ou melhor dizendo, nem sempre pode ser explicada por palavras, mas apenas sentida.  Além disso, amei a escolha dos cenários globais (Coreia, Japão, Canadá, Itália) para desenvolver o romance, principalmente a trilha sonora, que é um complemento a parte, ao intercalar melodias suaves e intensas que dão destaque para momentos marcantes e de conexão emocional dos protagonistas.  Aliás, adoro quando a ficção aborda o contexto profissional dos personagens, especialmente quando permite que conheçamos um pouco de cada profissão, curiosidades e muito ma...

Gelboys

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Gelboys foi o único drama BL que assisti esse ano, mas valeu por muitos. E provavelmente, o que mais me chama atenção nas produções tailandesas com foco LGBTQ+, é que elas nem sempre tendem a dar destaque para o gênero em si, mas para histórias que exploram sentimentos e questões capazes de tocar qualquer um, independente do gênero e sexualidade.  E não poderia ser diferente com esse drama, que foge da mesmice e rompe padrões ao contar uma história que retrata de maneira autêntica e realista a jornada de amadurecimento emocinal na adolescência, explorando temas como amores não correspondidos, relacionamentos sem rótulos, sentimentos ambíguos e a juventude na era digital. Mais do que uma história de amor, a narrativa ressoa através de aproximações mais genuínas, dando ênfase, muitas vezes, de maneira crua e direta, para a dificuldade de comunicação dos personagens, que de certa forma atrapalhava o desenrolar do relacionamento deles. Essa realidade é tão comum, que muitas vezes, eu m...